sábado, 30 de março de 2013

CFM esclarece posição a favor da autonomia da mulher no caso de interrupção da gestação


“Somos a favor da vida, mas queremos respeitar a autonomia da mulher que, até a 12ª semana, já tomou a decisão de praticar a interrupção da gravidez”, afirmou o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d´Avila, que esclareceu a posição tomada pelo CFM e pelos 27 conselhos regionais de medicina (CRMs), tomada por maioria durante o I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, acerca de ampliação dos excludentes de ilicitudes penais em caso de interrupção de aborto.


Essa posição será enviada para a comissão de 15 juristas que está analisando a Reforma do Código Penal Brasileiro (PLS 236 2012), atualmente em tramitação no Congresso Nacional. “Quem vai decidir a descriminalização do aborto é a sociedade brasileira, por meio do legislativo, o que nós fizemos foi encaminhar a nossa posição”, enfatizou.


Por maioria, os Conselhos de Medicina concordaram que a Reforma do Código Penal, em processo de discussão, deve afastar a ilicitude da interrupção da gestação em uma das seguintes situações: a) quando “houver risco à vida ou à saúde da gestante”; b) se a “gravidez resultar de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida”; c) se for “comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos”; e d) se “por vontade da gestante até a 12º semana de gestação”.


O presidente do CFM também esclareceu que o limite de 12 semanas para que possa haver a interrupção de gravidez se deve ao fato de que, segundo a experiência médica, a partir desse tempo há um risco maior para a mãe. “O outro fator é que a partir de então o sistema nervoso central já estará formado”, explicou.


Roberto d´Avila enfatizou que até a sociedade brasileira tomar a decisão sobre a descriminalização do aborto, “o CFM continuará a julgar os médicos que praticam o ato”. Um dos fatores que levou o CFM a defender mudanças no Código Penal diz respeito ao princípio da justiça, “já que as mulheres de classe média e alta conseguem interromper suas gravidezes com segurança, enquanto as pobres se arriscam e sofrem as consequências de abortos mal feitos”, afirmou. Atualmente, abortos são a quinta causa de mortalidade materna.


“E assim como defendemos a autonomia da vontade do paciente nos casos de ortotanásia e, estamos trabalhando nesse mesmo sentido em relação às Testemunhas de Jeová, também defendemos que a mulher tenha autonomia sobre seu corpo até um determinado tempo da gestação. Mas, em nenhum momento, seremos favoráveis ao uso do aborto como método contraceptivo”, defendeu o presidente do CFM.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Aplicativo para smartphone vai ajudar no controle do tratamento da tuberculose


Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Desde janeiro, a tecnologia está sendo uma aliada no controle da tuberculose dos doentes de Ribeirão Preto (SP). Um aplicativo para smartphone, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), permite que agentes de saúde armazenem informações sobre os pacientes para alimentar um banco de dados sobre o tratamento da tuberculose no município.
O tratamento prolongado, as doses diárias de medicação, os efeitos colaterais, são algumas das razões que levam as pessoas que têm tuberculose a abandonarem o tratamento. Por isso, o acompanhamento desses pacientes é tão importante.
"Esse aplicativo permite registrar diariamente todas as intercorrências [evento inesperado em um procedimento médico]. O programa pode emitir um relatório de tudo que está ocorrendo para a equipe que cuida do paciente, que são os médicos da área de infectologia ou clínico geral, e as enfermeiras", explica a professora Tereza Cristina Scatena Villa, coordenadora do projeto pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto.
Entre as informações do paciente que serão disponibilizadas pelo aplicativo, estão o gerenciamento clínico do caso, os exames e a administração de medicamento. O software também vai servir para acompanhar as pessoas que entraram em contato com o paciente, "tendo em vista que muitas dessas pessoas trabalham, têm uma vida regular", informou.
Tereza Villa disse ainda que a reunião de informações em um banco de dados, além de melhorar o tratamento dos pacientes, vai permitir uma avaliação mais ampla do tratamento adotado para tuberculose.
"Hoje, os formulários são dispersos. Tem ficha para anotar os comunicantes, outra para anotar a medicação diária, outra ficha é o prontuário clínico, com reações adversas e peso do paciente, por exemplo. Se você registra tudo dentro de um aplicativo, você consegue coordenar a assistência e perceber informações que antes não via. Vai identificar o que de fato funciona", avalia.
O professor Domingos Alves, coordenador do grupo pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, que desenvolveu o software, disse que fazer o tratamento da tuberculose de modo eficiente é fundamental para evitar a transmissão da doença e para impedir que o paciente desenvolva um tipo resistente aos antibióticos.
"É uma doença que tem cura. Se você tomar o remédio durante o período preconizado, a pessoa fica sã. Mas isso é um problema, porque existe muito abandono do tratamento", alertou.
No Brasil, de acordo com dados divulgados hoje (25) pelo Ministério da Saúde, a taxa de incidência da doença em 2012 foi de 36,1 para cada 100 mil habitantes. O país ocupa atualmente o 17º lugar em um ranking de 22 nações consideradas “de alta carga” (onde há grande circulação da doença). No país, a tuberculose representa a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte por doença identificada entre pessoas com HIV.
O projeto está em fase piloto e, por enquanto, envolve 27 pacientes que são atendidos no Centro de Referência Alexander Fleming de Ribeirão Preto. "Começamos por aqui, mas já há municípios interessados em aderir ao programa", disse Domingos Alves. O objetivo dos pesquisadores é que o programa seja disponibilizado gratuitamente.
Domingos Alves acrescenta que a ampliação do uso do aplicativo vai permitir ainda analisar características da doença em determinada região. "Você diz que um município tem grande número de casos de tuberculose e consegue identificar exatamente em qual região isso se concentra. E, assim, a gente consegue melhorar o cenário dessa situação", explica.
Edição: Davi Oliveira

Comissão aprova projeto que prevê identificação de medicamentos adquiridos exclusivamente para uso do SUS



Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Todos os medicamentos adquiridos das indústrias farmacêuticas para uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS) terão que ser devidamente identificados. O objetivo é criar um mecanismo que ajude a coibir desvios e a comercialização indevida desses remédios.
A matéria foi aprovada em caráter terminativo hoje (27) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Agora, segue para apreciação da Câmara dos Deputados e, se aprovada, vai para sanção presidencial.
O relator do projeto, Romero Jucá (PMDB-RR), destacou que, além de medicamentos, a medida deverá ser estendida a equipamentos médico-hospitalares e odontológicos. O projeto prevê que os produtos e a identificação serão definidos em lei suplementar após a sanção presidencial.

Edição: Lílian Beraldo

SESA alerta para o diagnóstico diferencial na síndrome febril



A secretaria de Estado da Saúde do Paraná divulgou alerta para o diagnóstico diferencial na síndrome febril em momento de epidemia de dengue

A febre é uma manifestação clínica comum a diversas patologias. A sua presença é um alerta tanto para os pacientes como para os profissionais da assistência em saúde.
Nos casos de Síndrome Febril, a investigação etiológica irá determinar as hipóteses diagnósticas e a conduta clínica específica bem como a necessidade de investigação epidemiológica nos casos de patologias de interesse em Saúde Pública (notificação compulsória).
Várias doenças infecciosas transmissíveis possuem como característica importante a sazonalidade.
Nos períodos de elevação no número de casos de determinada patologia febril, é comum que esta seja considerada como primeira hipótese diagnóstica na maioria dos atendimentos. No entanto, o raciocínio clínico, a história epidemiológica e a experiência profissional dos técnicos envolvidos no atendimento ao paciente farão com que outras hipóteses sejam levantadas, aumentando a lista de outras patologias que formam o diagnóstico diferencial.
A formulação de uma lista de hipóteses, classificadas da maior para menor probabilidade, baseada em evidências clínico-laboratoriais e epidemiológicas, pode ser determinante para a conduta clínica correta e bloqueio de transmissão nos casos pertinentes, onde a notificação é o instrumento de ligação entre a equipe da assistência e a epidemiologia e controle.

DENGUE E PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS

Neste momento epidêmico, atenção especial deve ser dada na indicação de procedimentos cirúrgicos naqueles pacientes em que a Dengue possa fazer parte do diagnóstico diferencial.
Os sinais de alarme na Dengue como dor abdominal intensa, vômito persistente, hipotensão e choque, em paciente com relato de febre, apresentando espessamento de parede da vesícula e presença de derrame cavitário (pleura, pericárdio, abdome e pelve) pode lembrar várias patologias com indicação cirúrgica. Porém, em sendo dengue, a fragilidade capilar e a plaquetopenia pode conduzir o paciente para uma evolução desfavorável, o que não aconteceria caso ela não estivesse presente.

DENGUE – Algumas hipóteses para DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

SÍNDROME FEBRIL
Malária
IVAS
Rotavirose
Influenza
Hepatite Viral
Leptospirose
Meningite
Oropouche
Hantavirose

SÍNDROME EXANTEMÁTICA
Rubéola
Sarampo
Escarlatina
Mononucleose
Exantema Súbito
Enteroviroses
Alergias
Kawasaki
Mayaro

SÍNDROME HEMORRÁGICA
Meningococcemia
Septicemia
S. Henoch - Schonlein
PTI
Febre Amarela
Malária Grave
Leptospirose
Hantavirose

Quaisquer esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail vetores@sesa.pr.gov.br ou pelo telefone: (41) 3330-4474.

IX Congresso Paulista de Neurologia



A Associação Paulista de Medicina (APM), juntamente com a Associação Paulista de Neurologia (APAN), promove nos dias 27, 28 e 29 de junho o já consagrado Congresso Paulista de Neurologia, no Hotel Sofitel Jequitimar, no Guarujá, litoral sul de São Paulo.
Segundo o presidente do Congresso, dr. Osvaldo Massaiti Takayanagui, professor titular de Neurologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), o principal intuito do Congresso é atualizar os médicos que atuam nesta área.
"A neurologia tem sofrido desenvolvimentos científico e tecnológico, e é mediante a participação em eventos como este, de boa qualidade, que o médico tem a oportunidade de se atualizar.”
A edição 2013 do evento estará repleta de novidades sobre métodos de diagnóstico, formas de tratamento e as suas aplicações no cotidiano.
"A neurologia paulista está muito bem colocada no contexto nacional, e a brasileira já está em nível internacional, assim, temos que valorizar os nossos expoentes nacionais”, afirma o especialista.
Visto que o atendimento ao paciente neurológico não é realizado apenas pelo médico, o Congresso congregará vários profissionais da área, como os psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Dinâmico e informativo
Neste ano, a reunião aposta em um diferencial em relação às outras edições. Alterando o seu formato de apresentação, as palestras serão mais breves, com um debate ao final de cada bloco. Para dr. Osvaldo, desta forma haverá uma espécie de revisão dos pontos que foram apresentados, estimulando o surgimento de questões complementares mais relevantes.
A dra. Elza Tosta, presidente da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), também comenta a alteração do formato do Congresso.
"A ABN tem tido a oportunidade de organizar e participar de inúmeros congressos e certamente é testemunha do crescimento exponencial dos conhecimentos compartilhados durante estes encontros. O Congresso Paulista neste ano traz uma inovação importante, representada pelo tempo reduzido, mas certamente suficiente para a exposição pontual de novidades e relevantes descobertas nas ciências neurológicas. Estamos felizes e confiantes que este Congresso será mais uma vez um grande sucesso."
Além de assistir às palestras, os profissionais também poderão participar do evento enviando seus próprios trabalhos científicos até o dia 30 de abril, através do hotsite na seção "Envio de Trabalhos”.
Este módulo será dividido em três categorias: "Discussões de Casos Clínicos”, "Encontro das Ligas de Neurologia do Estado de São Paulo” e "Temas Livres (Posteres)”. Nesta última, haverá premiação para o 1º, 2º e 3º lugares.
Os interessados em participar do Congresso deverão se inscrever no site www.apm.org.br/neurologia, na seção "Inscrições”, lembrando que para acadêmicos as vagas são limitadas.

IX Congresso Paulista de Neurologia
Data: 27 a 29 de junho de 2013
Local: Hotel Sofitel Jequitimar – Guarujá/SP
Hotsite: www.apm.org.br/neurologia
Mais informações: (11) 3188-4281

Fonte:CRMPR

Comissão aprova projeto que prevê identificação de medicamentos adquiridos exclusivamente para uso do SUS



Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Todos os medicamentos adquiridos das indústrias farmacêuticas para uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS) terão que ser devidamente identificados. O objetivo é criar um mecanismo que ajude a coibir desvios e a comercialização indevida desses remédios.
A matéria foi aprovada em caráter terminativo hoje (27) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Agora, segue para apreciação da Câmara dos Deputados e, se aprovada, vai para sanção presidencial.
O relator do projeto, Romero Jucá (PMDB-RR), destacou que, além de medicamentos, a medida deverá ser estendida a equipamentos médico-hospitalares e odontológicos. O projeto prevê que os produtos e a identificação serão definidos em lei suplementar após a sanção presidencial.

Edição: Lílian Beraldo

Santa Casa de São Paulo faz cirurgia pelo SUS que melhora qualidade de vida de pessoas com Parkinson


Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Quando recebeu o diagnóstico de mal de Parkinson, há seis anos, a advogada Juliana Torres, 59 anos, disse que achou que a sua vida tivesse perdido o sentido. "Sabia que era uma doença degenerativa. Com o passar do tempo, os sintomas só foram piorando. Meu corpo ficou rígido, mal mexia o pescoço. A gente também sofre de solidão, porque perde o convívio social", relatou. Em fevereiro deste ano, no entanto, uma cirurgia de alta tecnologia mudou a perspectiva de vida dela. O implante de um eletrodo no cérebro, feito pela equipe de neurocirurgia funcional da Santa Casa de São Paulo, fez com que ela recuperasse os movimentos e, com eles, a qualidade de vida.
O procedimento, custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consiste em estimular, por meio de um dispositivo, as regiões do cérebro responsáveis pela manifestação dos principais sintomas da doença, como tremor e rigidez. "A ideia de tratar cirurgicamente essa doença vem há mais de 50 anos, mas antes cauterizavam-se pedaços que estavam doentes", explicou o neurocirurgião Nilton Lara, que coordena a equipe. O método com o eletrodo é considerado pouco invasivo, tendo em vista que o dispositivo é instalado por um pequeno furo e o risco de sangramento diminui de 2% para 0,05%.
Logo depois de passar pela cirurgia, Juliana retomou atividades simples que há anos não fazia. "Conseguir escrever foi muito impactante para mim. Antes, eu só conseguia digitar e, ainda assim, com muita dor", descreveu. Aos poucos, a advogada está conquistando outros movimentos. "Voltei a viver. Senti um bem-estar como nunca", relatou. Estima-se que 200 mil brasileiros, assim como ela, sofram com a doença, especialmente pessoas a partir dos 50 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. A perspectiva é que esse número aumente nos próximos 30 a 50 anos com o envelhecimento da população.
Essa cirurgia que pode custar até R$ 150 mil na rede particular é feita gratuitamente na Santa Casa desde janeiro deste ano e quatro pacientes já receberam o implante. "Esperamos atender até quatro pacientes por mês", disse o neurocirurgião. De acordo com o médico, a entidade é a única da rede pública a fazer a cirurgia. "As informações que temos é que o Hospital das Clínicas fez alguns implantes com o viés de estudos. Fora isso, somente hospitais privados [fizeram] e, ainda assim, em poucas capitais, como o Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Recife e Belo Horizonte", informou.
Nilton Lara explicou que o perfil dos pacientes selecionados para receber o eletrodo são os que já não apresentam melhoras com o uso do medicamento ou que desenvolveram efeitos colaterais. "No começo, a dopamina [substância utilizada no tratamento] funciona muito bem, mas depois começa a apresentar efeitos colaterais, que são movimentos involuntários. Algumas vezes, eles são mais incapacitantes do que os próprios sintomas da doença de Parkinson. Fica uma coisa sem saída." A perda de funcionalidade do remédio ocorre depois de cinco a dez anos de uso.
Era assim que Juliana se sentia antes de fazer o procedimento. "Estava no fundo do poço. A cirurgia para mim foi uma luz no fim do túnel. Tomava a medicação de duas em duas horas e, para evitar que perdesse o efeito, não podia me alimentar. Estava para definhar de fome", relatou. O neurocirurgião destacou que estão sendo feitos estudos para avaliar o uso precoce do eletrodo, já quando aparecem os primeiros sintomas. Mas ele concorda que, por enquanto, seja mantido o perfil de paciente que já não apresentam resposta ao medicamento. "Se você toma a medicação e se sente bem, porque se submeter a um procedimento cirúrgico? A cirurgia não altera a evolução da doença, o remédio também não", disse.
Apesar de não significar a cura do mal de Parkinson, o implante possibilita que, até que apareçam sintomas de comprometimento cognitivo e comportamental, o paciente tenha uma vida normal, por meio do controle dos sintomas motores. "No estágio avançado, começam a aparecer complicações cognitivas. Aí não há mais nada a fazer, mas eles podem demorar de 20 a 30 anos para aparecer", destacou.
Depois de instalado, o eletrodo não precisa mais ser substituído. Somente a bateria, colocada no mesmo local do marcapasso da cirurgia cardíaca, é que precisa ser trocada quando apresentar desgaste. "Após a alta, que ocorre cerca de quatro dias após o procedimento, o paciente retorna semanalmente ao hospital para que a gente faça regulagem da estimulação por meio de telemetria", explicou o médico. Depois a regulação fica mais espaçada, até que não sejam mais necessárias idas mensais ao hospital. "A gente passa a alterar a estimulação caso o paciente relate alguma piora", disse.
 
Edição: Juliana Andrade

Congresso Paranaense de Cirurgia


Fonte: CRMPR
O Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Capítulo do Paraná, realizará, nos dias 14 e 15 de junho, o Congresso Paranaense de Cirurgia, em conjunto com o 1º Encontro Sul Brasileiro das Ligas de Cirurgia, o 2º Encontro Regional Sul das Ligas de Trauma e o 1º Congresso Paranaense de Nutrição em Cirurgia.
Os eventos serão realizados na Associação Médica do Paraná (Rua Cândido Xavier, 575, Água Verde, Curitiba). As inscrições podem ser feitas Colégio Brasileiro de Cirurgiões, que fica anexo à AMP. Outras informações pelo telefone (41) 3244-8123 ou pelo e-mail cbcpr@terra.com.br.

Congressos Brasileiro e Pan-Americano de Oftalmologia de 2013


Fonte: CRMPR 
O Rio de Janeiro vai sediar os Congressos Brasileiro e Pan-Americano de Oftalmologia de 2013 entre os dias 7 e 10 de Agosto. O evento, organizado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) em parceria com o Departamento de Oftalmologia da Associação Médica Brasileira e a Associação Pan-Americana de Oftalmologia (PAAO), será realizado de forma compartilhada e única no Riocentro.
São esperados mais de oito mil congressistas. Com uma programação científica em 18 salas com simpósios, painéis e eventos especiais coordenados por profissionais dos três idiomas (português, espanhol e inglês), os congressos contam com a participação de oftalmologistas de todas as partes do mundo.
Serão apresentados trabalhos científicos e trocas de experiências entre renomados oftalmologistas e pesquisadores. Os interessados devem acessar o site www.congressocbo.com.br e preencher a ficha de inscrição.

Serviço:
Congressos Brasileiro e Pan-Americano de Oftalmologia de 2013
Data: de 7 a 10 de agosto de 2013.
Local: Riocentro
Informações: 11 3266-4000
Site: www.congressocbo.com.br 

I Fórum de Hematologia e Hemoterapia do CFM


Fonte: CRMPR
Com o objetivo de discutir aspectos éticos e técnicos relativos a tratamentos hemoterápicos no país, o Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza o I Fórum de Hematologia e Hemoterapia dia 9 de abril em São Paulo (SP).
O evento, que acontece na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), tem entre os principais itens da pauta discussões sobre as questões éticas e jurídicas envolvendo a recusa do tratamento hemoterápico e as evidências técnico-científicas do uso do plasma rico em plaquetas (PRP).
Entre os convidados, estão diretores e representantes de conselhos de medicina, membros da Câmara Técnica de Hematologia e Hemoterapia do CFM, profissionais ligados a entidades como Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, faculdades de medicina e hemocentros. Participam ainda representantes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Anvisa.
O público alvo do fórum são médicos especialistas em Hematologia e Hemoterapia e membros de comissões de ética dos hospitais. “Queremos discutir dois assuntos importantes – a recusa do tratamento hemoterápico e o uso do plasma rico em plaquetas – para que a câmara técnica possa contribuir com algumas recomendações para análise do pleno do CFM. O uso do plasma rico em plaquetas, por exemplo, está sendo utilizado na prática médica sem ter ainda o necessário reconhecimento científico e sua regulamentação”, explica Marta Rinaldi Müller, conselheira suplente por Santa Catarina e coordenadora da Câmara Técnica.

Confira a programação preliminar

Serviço:
I Fórum de Hematologia e Hemoterapia do CFM
Data: 9 de abril de 2013 (terça-feira)
Local: Cremesp, Rua da Consolação, 753, Centro, São Paulo (SP)
Inscrições gratuitas pelo site.

Nova greve nas universidades?


No ano de 2012, os Institutos Federais de Educação realizaram uma das maiores greves dos últimos anos, em especial na UFPR, tivemos a maior greve em 100 anos de universidade. Após mais de 100 dias de greve o governo resolveu negociar e “resolver” o problema. O acordo previa o inicio do pagamento para este ano de 2013. Ocorre que até hoje o governo federal ainda não iniciou o pagamento do aumento acordado. No dia 19 de março houve em muitas universidades paralizações para protestar contra essa falta de comprometimento do governo. Dessa forma, o primeiro aviso foi dado e em breve, se persistir essa quebra de acordo, podemos enfrentar nova greve.